Um Amor, Uma Cabana, Novas Formas de Pensar

Um Amor, Uma Cabana, Novas Formas de Pensar
Não se
trata de uma história de amor em uma cabana. Ou, pelo menos, não é só isso.
O fotógrafo
Nick Olson e a designer Lilah Horwitz construíram uma casa nas montanhas de
West Virginia com as próprias mãos e custo praticamente zero. Utilizando apenas
“lixo” (restos de madeira, portas e janelas velhas de construções demolidas e
até pregos enferrujados) e muita criatividade, o jovem casal construiu e
decorou o espaço aconchegante, iluminado e com uma vista de cartão postal.
Nick Olson
é fotógrafo especializado em técnicas rudimentares para produção de suas fotos
e Lilah Horwitz é designer de moda que faz roupas 100% artesanais e customizações.
Eles não
são hippies, muito menos pobres sem teto. Você pode até classificá-los como
alternativos mas esse casal, na verdade, faz parte de um movimento não
organizado que cresce rapidamente em todo o mundo, atraindo adeptos que muitas
vezes o fazem de modo inconsciente, sem saber que pertencem a uma classificação
ou estatística: A Simplicidade Voluntária.
Essa
filosofia de vida parte do princípio anti-consumista, abrindo mão do supérfluo
e questionando não só a real necessidade dos bens consumidos mas também sua
durabilidade e danos ao meio ambiente da produção ao descarte.
O mais
interessante dessa nova filosofia é que ela não tem líderes ou regras. Não se
trata necessariamente de experiências radicais como a de Olson & Horwitz,
você pode fazer parte da Simplicidade Voluntária e continuar a utilizar energia
elétrica, ter um notebook e a comprar roupas de grife. Pode até morar em uma
grande casa em um condomínio fechado.
A diferença
não está na negação e sim no questionamento: Eu realmente preciso disso? Isso
me fará realmente feliz? Segundo Duane Elgin, autor do livro Simplicidade
Voluntária, trata-se de “um esforço consciente para descobrir o que realmente é
importante… uma vida mais frugal exteriormente pode ser muito mais rica e
abundante interiormente”.

Adeptos da
Simplicidade Voluntária levam em consideração também o tempo de vida e
sacrifício físico/intelectual transformados em força de trabalho para aquisição
e manutenção de bens.
Essas
experiências, por mais radicais que possam parecer, interferem sempre
positivamente na transformação da nossa cultura, provocando ações e reações que
a médio e longo prazo podem mudar completamente nossa relação com o meio.
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